26 de ago de 2009

Samba Meu...Samba nosso

O Samba,
dança quem é bamba
muleca malandra
que ri da vida
Sabe que pode
E pode
Ê povinho forte,
Ê povinho feliz
Porque se não rir, ...
Fazer o que chorar?
Hehe




Nunca fui muito ligada em música, porque até mesmo o mercado só se tornou mais acessível , mesmo, de uns anos pra cá, e falo de modo muito pessoal.
Comecei a viajar por vários estilos diferentes daquilo que costumava ouvir.
Não pensem que vou agora fazer listinha com o que mais gosto, isso é coisa do tipo de gente feito o Roberto Justus (quem leu a droga do primeiro livro dele sabe do que estou falando).
Mas um dos ritmos que mais me animam e inspiram hoje é o samba. Falta muito, mas chego lá. E quem conhece a trajetória da Maria Rita, por exemplo, sabe que antes ela era apenas a filha da Elis, mas hoje conseguiu seu espaço e definiu-se através do Samba. É por aí mesmo.
Samba Meu
o meu samba vai curar teu abandono
o meu samba vai te acordar do sono
meu samba não quer ver você tão triste
meu samba vai curar a dor que existe
meu samba vai fazer ela dançar
é o samba certo pra você cantar
o meu samba é de vida e não de morte
o meu samba vem pra cá e traz a sorte
e celebra tudo o que é bonito
meu samba não despreza o esquisito
meu samba vai tocar no infinito
meu samba é de bossa e não de grito
o meu samba defendi com alegria,
deixe que a noite vadia vai saber lhe coroar
deixo entregue aos bambas de verdade
que estão nos morros da cidade
peço a bênção pra passar






Festival Casarão 2009






é agora em setembro...





Eis as principais atrações!

Pato Fu, dia 04.
MopTop, dia 05.
Ratos de Porão, dia 06.

13 de ago de 2009

..fim. ...


o corpo!

o caco...

Deus?


se

você tivesse

ficado

na minha vida

um pouco mais

que aquele olhar

malicioso

enquanto abria

o sinal


tivesse

dado tempo


eu teria feito um poema





Por Nilza Menezes In: Duas Palavras.

Sempre me perguntei sobre como é isso, de saber se aquele momento na vida é decisivo ou não. Muitas vezes só nos damos conta quando a chance já passou, quando o sinal já abriu e os carros já arrancaram dali pra qualquer lugar que não dá mais de voltar. Destino... Por isso o jeito é ficar esperto a tudo que está a nossa volta. Muitas vezes o mundo do trabalho e das obrigações nos leva a um nível de incenssibilidade quase irreversível. Pra resolver isso: Poesia, muita Poesia...

5 de ago de 2009

Tempo de nada saber.

Há uma nuvem de insatisfação pairando sobre mim. Ou será, sobre nós?
Não sei bem definir, mas vejo que o tempo mudou, mudamos. Recorrendo a uma citação do velho, mas não demodê, March Bloch, quando diz que o tempo é uma ambiente social, penso de modo claro, que essa nuvem mudou. Parece que nada mais é o mesmo. E pansar estas coisas causa tristeza, nostalgia, surpresa. Vemos que não somos dono de nada, que não somos capazes de administrar todas as emoções. Somos instinto, somes invenção sem razão, somos por vezes o olhar na noite escura: medo.
Medo do que não sabemos, o que será? Aonde esses caminnhos irão nos levra?
O medo, não o cristão, que nos petrifica diante de um inferno, de demônios, maus augúrios, O Mal. Mas um medo por não compreendermos tão bem o mundo que nos rodeia. Vontade de parar tudo, abandonar o barco.
As expectativas não são superadas, nem sequer atendidas.
Entramos num curso universitário que preza por princípios tão pequenos e ultrapassados que nos faz (quero dizer, me faz pensar): que faço aqui?
Tudo está corrompido, todos estão presos nas malhas do poder. Poder real, poder simbólico, poder monetário.
Aí eu lembro do infalível Renato Russo: "até bem pouco tempo atrás poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem?"
E isso me pergunto sempre: por que não somos mais capazes? Fomos um dia?
Questões que agora não consigo responder, quem sabe com o passar do tempo. Quem sabe com o passar deste tempo.